Rua Trajano Reis: da antiga Rua América à boemia de Curitiba

A Rua Trajano Reis é uma das vias mais características do bairro São Francisco e do Centro Histórico de Curitiba. Sua história atravessa expansão urbana, política, imigração, religião, comércio, arquitetura e a formação de uma das regiões mais conhecidas pela vida cultural e noturna da cidade.

A história da Rua Trajano Reis começou muito antes dos bares, restaurantes, brechós e do movimento que hoje ajuda a definir sua identidade. No final do século XIX, a via ainda era conhecida como Rua América e aparecia em uma paisagem muito menos urbanizada.

Com o crescimento de Curitiba, a Rua Trajano Reis mudou de nome, ganhou novas construções, passou a receber comércio e serviços e acabou integrada ao circuito histórico que envolve o Largo da Ordem e o bairro São Francisco.

Hoje, caminhar pela rua é atravessar diferentes períodos da cidade.

Casarões convivem com fachadas contemporâneas.

Igrejas lembram a presença de diferentes comunidades religiosas.

Bares e restaurantes movimentam a noite.

Brechós atraem novos públicos.

E a própria Prefeitura passou a incluir a Trajano Reis em programas de recuperação urbana voltados ao pedestre e à preservação do Centro Histórico.

Onde fica a Rua Trajano Reis?

A Rua Trajano Reis atravessa o bairro São Francisco e está diretamente conectada ao Setor Histórico de Curitiba.

Seu percurso liga regiões de forte importância cultural.

De um lado está o Centro Histórico

Largo da Ordem.

Igrejas.

Casarões.

Praças.

Museus.

Do outro, a rua avança pelo São Francisco

Mais adiante, aparecem bares, lojas, restaurantes e a região da Praça do Redentor, conhecida popularmente como Praça do Gaúcho.

Em poucas quadras, diferentes formas de viver Curitiba aparecem no mesmo caminho.

Antes da Rua Trajano Reis existiu a Rua América

Uma das informações mais interessantes sobre a via aparece em fotografias antigas preservadas em acervos municipais.

No final do século XIX e início do século XX, a atual Rua Trajano Reis era conhecida como Rua América.

A paisagem era completamente diferente

Havia poucas construções.

O calçamento ainda estava sendo implantado.

A cidade possuía um núcleo urbano muito menor.

O São Francisco ainda estava em formação

Áreas hoje completamente integradas ao Centro pareciam muito mais afastadas.

A Rua América acompanhava justamente esse processo de expansão.

O Cemitério São Francisco de Paula aparecia no horizonte

Fotografias antigas da Rua América mostram uma referência facilmente reconhecível.

O Cemitério Municipal São Francisco de Paula aparecia na parte mais elevada da paisagem.

Hoje ele está completamente cercado pela cidade

Na época, porém, ficava muito mais afastado do núcleo mais denso.

Isso ajuda a visualizar a expansão urbana

A cidade cresceu até alcançar áreas que anteriormente eram consideradas periféricas.

A Rua Trajano Reis acompanhou esse avanço.

A antiga rua pouco ocupada acabou tornando-se parte de uma das regiões mais tradicionais de Curitiba.

O cemitério marcou uma mudança nos costumes

Durante muito tempo, sepultamentos eram realizados em áreas ligadas às igrejas.

A criação de cemitérios públicos fora dos núcleos mais densos fez parte de transformações sanitárias ocorridas em diversas cidades brasileiras.

Curitiba também passou por essa mudança

O Cemitério São Francisco de Paula tornou-se o primeiro cemitério público municipal da cidade.

O território ao redor foi posteriormente ocupado

Residências apareceram.

Ruas foram abertas.

O bairro cresceu.

Assim, aquilo que estava fora da antiga cidade passou a integrar plenamente sua paisagem urbana.

Quem foi Trajano Reis?

O nome da rua homenageia Trajano Joaquim dos Reis.

Ele foi médico e participou também da política curitibana no final do período imperial.

Trajano Reis integrou a Câmara Municipal

Sua atuação ocorreu quando o Brasil ainda era uma monarquia.

Curitiba já havia se tornado capital da Província do Paraná, mas ainda passava por um processo de consolidação administrativa.

O médico chegou à presidência da Câmara

Entre 1883 e 1886, Trajano Reis presidiu a Câmara Municipal de Curitiba.

Sua trajetória ficou associada aos últimos anos da administração local antes da Proclamação da República.

Ser médico no século XIX significava atuar em uma cidade muito diferente

A Curitiba de Trajano Reis possuía poucos recursos quando comparada à capital atual.

O sistema de saúde era limitado.

A infraestrutura urbana ainda estava em formação.

Médicos ocupavam posição de destaque

Além da atividade profissional, muitos participavam de instituições políticas e culturais.

Trajano Reis seguiu esse caminho

Sua presença na Câmara mostra como profissões e vida pública frequentemente se cruzavam naquele período.

O nome posteriormente dado à antiga Rua América preservou essa memória.

Curitiba havia se tornado capital pouco tempo antes

Em 1853, o Paraná conquistou sua emancipação política em relação a São Paulo.

Curitiba tornou-se capital da nova província.

A mudança aumentou a importância administrativa da cidade

Novas instituições precisavam funcionar.

Funcionários públicos chegaram.

Serviços se ampliaram.

A população começou a crescer

A cidade que Trajano Reis conheceu estava deixando de ser uma pequena localidade regional e assumindo funções cada vez maiores.

Foi nesse contexto que sua atuação política aconteceu.

A antiga Rua América recebeu o nome Trajano Reis

Com o passar do tempo, o nome do médico e político ficou associado ao logradouro.

A Rua América desapareceu das placas.

Surgia a Rua Trajano Reis

A homenagem transformou um personagem da política municipal em parte da geografia cotidiana.

A rua virou lugar de memória

Milhares de pessoas podem circular por um logradouro sem conhecer a pessoa homenageada.

O nome permanece.

A biografia vai sendo esquecida.

Pesquisar a origem recupera parte desse significado.

A imigração também transformou a região

O bairro São Francisco recebeu diferentes grupos de imigrantes.

Entre eles estavam comunidades de língua alemã.

Novas tradições chegaram a Curitiba

Profissões.

Costumes.

Formas de construir.

Religiões.

A Rua Trajano Reis preserva marcas dessa presença

Um dos principais exemplos é a Comunidade do Redentor, ligada à tradição luterana.

Sua história está diretamente relacionada ao endereço.

A comunidade luterana foi fundada no século XIX

A Comunidade do Redentor surgiu em 1866.

Poucos anos depois, construiu seu primeiro templo.

O primeiro edifício apareceu em 1872

A construção utilizava características do estilo enxaimel.

Era uma marca visível da imigração

O terreno onde hoje estão a igreja e o Colégio Martinus já fazia parte da vida religiosa daquela comunidade.

A atual Rua Trajano Reis passava a reunir diferentes referências culturais.

O antigo templo precisou ser substituído

A primeira construção não permaneceu por muitas décadas.

Em 1892, tornou-se necessário demolir o templo.

Pouco depois começou uma nova obra

Em 1894, uma nova igreja estava pronta.

O estilo mudou

A construção adotou características góticas e ganhou torre.

A paisagem da região passava a incorporar uma arquitetura religiosa distinta das tradicionais igrejas católicas.

A República alterou a relação entre religião e Estado

A reconstrução da igreja ocorreu poucos anos depois da Proclamação da República.

O novo regime estabeleceu a separação formal entre Igreja e Estado.

Grupos não católicos passaram a atuar em um ambiente jurídico diferente

Isso teve importância para comunidades de imigrantes.

A arquitetura também registrou essa transformação

A presença de um templo luterano em uma área histórica de Curitiba mostra a diversidade religiosa que se consolidou ao longo do tempo.

A Igreja do Rosário conecta a rua a outra história

Na região próxima ao Largo da Ordem aparece a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito.

Ela representa outra camada da memória curitibana.

Sua trajetória está ligada à população negra

Antigas irmandades religiosas tiveram papel importante na organização social e cultural.

Em poucas quadras existem tradições diferentes

Catolicismo.

Luteranismo.

Memórias da imigração.

Memórias da população negra.

A Rua Trajano Reis está inserida justamente nesse encontro de histórias.

A antiga Rua América ganhou comércio

Conforme o bairro cresceu, residências passaram a dividir espaço com novas atividades.

Pequenos negócios começaram a surgir.

Serviços encontraram clientes

A proximidade do Centro favorecia o movimento.

Um endereço periférico tornou-se urbano

Aquilo que inicialmente funcionava como caminho em uma região pouco ocupada passou a receber uma vida econômica cada vez mais intensa.

A transformação da rua acompanhava a própria expansão de Curitiba.

Pedro Falce manteve negócio na antiga Rua América

Entre os comerciantes associados ao endereço aparece Pedro Falce.

O imigrante italiano tornou-se empresário do ramo funerário.

Sua empresa funcionou inicialmente na antiga Rua América

Mais tarde, mudou-se para outra região do Centro.

O registro mostra uma mudança de função da rua

Não havia apenas residências.

Empresas encontravam espaço.

A atividade econômica ganhava importância.

Os casarões acompanharam o crescimento

A arquitetura também mudou conforme a rua se desenvolveu.

Construções de madeira dividiram espaço com imóveis de alvenaria.

Novos estilos chegaram

Influências de imigrantes apareceram.

Técnicas construtivas mudaram.

A paisagem tornou-se diversificada

Nem todas as fachadas pertencem ao mesmo período.

Essa mistura é justamente uma das características mais interessantes do bairro São Francisco.

Cada casarão pode guardar várias histórias

Um imóvel pode ter começado como residência.

Depois recebido comércio.

Anos mais tarde, transformado em restaurante ou bar.

As funções mudam

A construção permanece.

Isso cria camadas de memória

Um estabelecimento contemporâneo pode funcionar em uma casa que pertence a uma história muito mais antiga.

É essa convivência que dá personalidade à Trajano Reis.

O Largo da Ordem aproximou a rua da vida cultural

A proximidade com o Largo da Ordem foi fundamental para a identidade atual da Rua Trajano Reis.

O Setor Histórico tornou-se um dos principais circuitos culturais e turísticos de Curitiba.

Museus e casarões atraem visitantes

Igrejas.

Restaurantes.

Espaços culturais.

Praças.

A Trajano Reis tornou-se uma continuação natural

Quem percorre o Largo muitas vezes continua caminhando pelo São Francisco.

Essa circulação espalha o movimento pelas ruas próximas.

A Feira do Largo da Ordem amplia o fluxo aos domingos

A tradicional feira transforma completamente a região.

Artesanato.

Arte.

Comida.

Antiguidades.

Música.

Milhares de pessoas circulam pelo Setor Histórico

O movimento não permanece limitado à praça.

Visitantes percorrem as ruas ao redor

Entram em lojas.

Conhecem bares.

Caminham pela Trajano Reis.

Assim, um evento semanal influencia também a atividade econômica e cultural do entorno.

A própria Trajano passou a integrar o circuito da feira

Com o crescimento e a reorganização da Feira do Largo, partes das atividades passaram a ocupar também trechos próximos da Rua Trajano Reis.

A dinâmica muda durante algumas horas

Em dias comuns, veículos e moradores dividem o espaço.

No domingo, pedestres ganham muito mais protagonismo.

Uma mesma rua assume funções diferentes

Essa capacidade de adaptação é uma característica de áreas históricas vivas.

A rua não funciona apenas como cenário.

Ela participa da vida da cidade.

A Rua São Francisco divide essa vocação cultural

Pouco distante está a Rua São Francisco, outra via antiga e profundamente ligada ao Centro Histórico.

As duas possuem características em comum.

Bares e restaurantes ocupam construções antigas

A vida noturna atrai públicos semelhantes.

O Largo da Ordem funciona como elemento de ligação.

São Francisco e Trajano formam um circuito

Quem visita uma frequentemente percorre a outra.

As experiências se complementam.

Isso ajuda a explicar por que o bairro São Francisco se consolidou como uma das áreas mais conhecidas da noite curitibana.

A boemia começou a marcar a identidade da Trajano

Com o crescimento dos bares, a rua ganhou uma nova reputação.

Noites de sexta e sábado passaram a atrair grande movimento.

Mesas ocupam áreas externas

Música aparece.

Grupos de amigos circulam.

O antigo caminho torna-se lugar de encontro

A transformação é impressionante quando comparada às fotografias da antiga Rua América.

Onde antes havia poucas construções, hoje existe uma das áreas mais movimentadas da vida noturna central.

A gastronomia também ganhou protagonismo

Não são apenas bares.

Restaurantes passaram a explorar diferentes propostas.

A arquitetura histórica ajuda na experiência

Comer em um casarão antigo produz uma sensação diferente daquela encontrada em uma construção moderna.

O patrimônio passa a participar do negócio

Paredes.

Janelas.

Pisos.

Fachadas.

Esses elementos ajudam a criar identidade.

Por isso, preservar imóveis pode também ter valor econômico.

Brechós ganharam espaço no São Francisco

Outra característica atual da região é a presença de brechós e lojas de roupas usadas.

A Trajano Reis participa desse circuito.

Esse comércio atrai públicos jovens

Moda.

Reutilização.

Peças únicas.

Preços diferentes do varejo tradicional.

A rua continua reinventando sua vocação comercial

O tipo de produto muda.

A lógica permanece.

Pequenos negócios ocupam imóveis históricos e criam novos motivos para caminhar pela região.

A reutilização combina com imóveis antigos

Existe uma curiosa afinidade entre brechós e bairros históricos.

Peças que ganham uma segunda vida são vendidas dentro de construções que também tiveram diferentes usos.

Passado e presente convivem novamente

Uma roupa antiga encontra um novo proprietário.

Um casarão antigo ganha um novo negócio.

A ideia de reutilização aparece em diferentes escalas

Isso ajuda a explicar parte do charme da região.

Nada precisa ser completamente novo para continuar tendo valor.

A arte urbana também chegou às paredes

Grafites e outras intervenções visuais passaram a fazer parte da paisagem.

O contraste chama atenção

Arquitetura antiga.

Arte contemporânea.

A rua continua produzindo cultura

Preservar história não significa impedir novas manifestações.

O desafio está em encontrar equilíbrio entre patrimônio, propriedade privada e expressão artística.

A Praça do Gaúcho marca outra extremidade

Mais adiante está a Praça do Redentor, conhecida popularmente como Praça do Gaúcho.

Esse espaço tornou-se uma referência importante para o bairro.

A praça possui forte ligação com o skate

Praticantes utilizam a região há décadas.

A cultura urbana encontra o patrimônio histórico

Em poucos minutos de caminhada, o visitante pode sair de igrejas e casarões e chegar a um ponto tradicional do skate curitibano.

Essa diversidade é uma das forças da Trajano Reis.

Skate e boemia dividem a mesma região

Jovens circulam entre a praça, bares e estabelecimentos do bairro.

A cultura de rua passa a dialogar com outras atividades.

A Trajano serve de conexão

Centro Histórico.

Praça do Gaúcho.

Bares.

Brechós.

O percurso ajuda a integrar diferentes públicos

Isso faz da rua muito mais do que um endereço residencial.

Ela funciona como corredor cultural.

O pedestre ganhou importância nos projetos recentes

Nos últimos anos, Curitiba passou a desenvolver programas voltados à melhoria das calçadas e da experiência de caminhar.

A Rua Trajano Reis foi incluída entre as vias centrais previstas para receber intervenções.

Os trechos incluem áreas próximas à Praça do Gaúcho e ao Largo da Ordem

A intenção é qualificar ruas e calçadas.

Caminhar é fundamental em uma região histórica

A experiência dos casarões, lojas, bares e praças acontece principalmente a pé.

Por isso, melhorar o espaço do pedestre fortalece também a atividade econômica e cultural.

A bicicleta também ganhou infraestrutura

Paraciclos foram implantados em diferentes pontos do Centro.

A Rua Trajano Reis está entre os locais contemplados.

Há estruturas próximas às ruas Treze de Maio e Inácio Lustosa

Isso facilita a chegada de quem utiliza bicicleta.

Mobilidade influencia vitalidade urbana

Quanto mais maneiras existem de chegar a uma região, mais diversificado pode ser seu público.

Pedestres, ciclistas, usuários de transporte coletivo e motoristas compartilham o mesmo território.

O Rosto da Cidade incluiu a Trajano Reis

Outro programa importante é o Rosto da Cidade.

A iniciativa busca recuperar áreas históricas de Curitiba e valorizar fachadas, espaços públicos e circulação de pedestres.

A Trajano Reis aparece na quinta etapa

O projeto prevê a recuperação da rua desde o Setor Histórico até a Praça do Gaúcho.

Isso corresponde praticamente ao eixo cultural da via

De um lado, patrimônio.

Do outro, uma praça ligada à cultura urbana.

A intervenção reconhece justamente essa continuidade.

Recuperar fachadas também preserva memória

Em áreas históricas, a deterioração visual pode esconder a qualidade arquitetônica.

Pintura inadequada.

Fiação.

Placas.

Pichações.

Programas de recuperação procuram reorganizar essa paisagem

O objetivo não é fazer todos os edifícios parecerem novos.

É valorizar suas características

Uma fachada preservada permite que o visitante reconheça diferentes períodos de construção.

A rua fica mais legível historicamente.

A Trajano Reis também entrou em programas para favorecer o pedestre

A Prefeitura relacionou a via entre ruas recuperadas para privilegiar caminhadas e melhorar a infraestrutura.

Isso reforça uma tendência observada em diferentes pontos do Centro.

Calçadas voltam a ganhar atenção

Durante décadas, grande parte das cidades priorizou automóveis.

O equilíbrio começa a mudar

Em áreas históricas, a presença de pessoas caminhando é especialmente importante.

Elas observam fachadas.

Entram nos estabelecimentos.

Permanecem no espaço público.

Isso mantém a rua viva.

A Rua Riachuelo ajuda a compreender outra fase do Centro

A Rua Riachuelo conta uma história diferente, mas complementar.

Ela ficou profundamente ligada ao desenvolvimento comercial de Curitiba.

A Trajano possui uma identidade mais cultural e boêmia

Mas ambas são exemplos de ruas antigas que precisaram se reinventar.

O Centro funciona como uma rede

Comércio.

Patrimônio.

Cultura.

Gastronomia.

Cada rua desempenha um papel.

Conhecer o conjunto ajuda a compreender a cidade.

A Rua XV de Novembro mostra outra experiência com o pedestre

A Rua XV de Novembro passou pela transformação mais radical.

Em 1972, parte da via tornou-se calçadão.

O carro perdeu protagonismo

Pessoas passaram a ocupar o espaço.

A Trajano segue outra lógica

Automóveis continuam circulando.

Mas projetos recentes procuram melhorar calçadas e priorizar quem caminha.

São soluções distintas para regiões com características diferentes.

A Rua São Francisco oferece a ligação mais natural

Entre todos esses artigos, a Rua São Francisco é provavelmente a continuação mais direta.

As duas estão profundamente ligadas ao circuito do Largo da Ordem.

São Francisco também preserva um traçado antigo

Casarões.

Bares.

Restaurantes.

Vida noturna.

Mas cada rua possui identidade própria

São Francisco remete à antiga Rua do Fogo e à Curitiba colonial.

Trajano Reis está fortemente ligada à antiga Rua América, à expansão do São Francisco e à figura do médico e político que lhe deu nome.

Juntas oferecem uma visão muito rica da região.

O bairro São Francisco não é apenas cenário turístico

Esse ponto é importante.

Além de visitantes, existem moradores.

Pessoas trabalham.

Estudantes circulam.

A região precisa funcionar diariamente

Limpeza.

Iluminação.

Mobilidade.

Segurança.

Turismo é apenas uma parte da equação

Uma área histórica saudável precisa continuar atendendo quem vive nela.

Esse equilíbrio influencia diretamente o futuro da Trajano Reis.

Vida noturna traz movimento e desafios

Bares ajudam a manter pessoas circulando à noite.

Isso pode beneficiar restaurantes e outros estabelecimentos.

Mas também cria conflitos

Barulho.

Resíduos.

Estacionamento.

Uso das calçadas.

O desafio é conciliar atividades

Moradores possuem necessidades diferentes das pessoas que visitam a rua por algumas horas.

Planejamento urbano precisa considerar ambos.

A história não termina na fachada

Uma rua histórica não é importante apenas porque possui construções antigas.

O uso também importa.

Trajano Reis continua produzindo memória

Um bar aberto hoje pode tornar-se referência no futuro.

Um brechó pode marcar uma geração.

Um grafite pode desaparecer e permanecer apenas em fotografias.

Cultura urbana também é história

Nem tudo precisa ter cem anos para merecer registro.

O presente já está construindo as memórias que serão estudadas amanhã.

Fotografias antigas mostram a escala da transformação

Comparar a antiga Rua América com a Trajano Reis atual é particularmente revelador.

Poucas construções.

Terrenos ainda pouco ocupados.

Cemitério aparecendo no horizonte.

Depois surge outra imagem

Casarões.

Comércio.

Automóveis.

Bares.

Pedestres.

A mesma rua atravessa diferentes cidades

Curitiba cresceu ao redor dela.

A transformação do cenário ajuda a compreender a expansão urbana de maneira muito mais concreta do que números populacionais isolados.

Fotografar a Trajano atual também é preservar história

Hoje, câmeras registram a rua constantemente.

Celulares.

Fotografias de turistas.

Imagens de estabelecimentos.

Parece algo banal

Mas essas imagens ganharão valor com o tempo.

Fachadas mudarão

Negócios fecharão.

Outros abrirão.

Grafites serão substituídos.

A paisagem continuará evoluindo.

Registrar o presente ajuda a preservar essa transformação.

A antiga Rua América ainda existe sob a cidade atual

As placas mudaram.

O calçamento mudou.

A paisagem mudou.

Mas o mesmo eixo permanece.

O nome antigo cria outra maneira de observar

Quando sabemos que ali existiu a Rua América, a Trajano atual deixa de parecer eterna.

Percebemos as camadas

Uma rua é resultado de decisões sucessivas.

Nomes.

Obras.

Construções.

Atividades.

Cada geração acrescenta alguma coisa.

Trajano Reis permanece no cotidiano sem ser lembrado por todos

O médico e político morreu, mas seu nome continua sendo utilizado diariamente.

Endereços.

Aplicativos.

Mapas.

Correspondências.

A homenagem funciona mesmo quando a biografia é esquecida

Mas perde parte de seu significado.

Recuperar a história devolve contexto

A rua deixa de ser apenas uma sequência de palavras.

Passa a representar também uma pessoa e o período em que ela viveu.

Esse é um dos objetivos de pesquisar a origem dos logradouros.

Por que conhecer a Rua Trajano Reis?

Porque ela reúne histórias muito diferentes dentro de um percurso relativamente curto.

Política do Império.

Expansão urbana.

Imigração.

Religião.

Depois vêm comércio e arquitetura

Casarões.

Empresas.

Largo da Ordem.

E a história continua

Brechós.

Bares.

Restaurantes.

Skate.

Arte urbana.

Projetos voltados ao pedestre.

A rua não pertence a uma única época.

Da Rua América à boemia de Curitiba

O título desta história resume uma transformação profunda.

No final do século XIX, a Rua América aparecia em uma paisagem pouco ocupada.

Hoje, a Trajano Reis está integrada a uma das áreas mais movimentadas culturalmente

O contexto mudou completamente.

Mas o percurso permanece

Essa continuidade permite usar a rua como uma espécie de linha do tempo.

Cada quarteirão ajuda a contar uma etapa.

Conclusão

A Rua Trajano Reis ajuda a compreender como Curitiba cresceu para além de seu antigo núcleo e transformou áreas antes pouco ocupadas em bairros completamente integrados à vida central.

No final do século XIX, o endereço ainda era conhecido como Rua América.

Fotografias antigas mostram uma paisagem com poucas construções, ruas em processo de calçamento e o Cemitério São Francisco de Paula aparecendo no horizonte.

Com o crescimento da cidade, essa realidade mudou.

O logradouro passou a homenagear Trajano Joaquim dos Reis, médico que participou da vida política curitibana e presidiu a Câmara Municipal entre 1883 e 1886.

A região também passou a registrar diferentes movimentos migratórios e religiosos.

A comunidade luterana implantou seu templo no endereço.

Igrejas e referências católicas continuaram presentes nas proximidades.

Casas ganharam novas funções.

Comércio chegou.

A proximidade com o Largo da Ordem transformou a rua em parte de um dos principais circuitos culturais de Curitiba.

Mais tarde, bares, restaurantes, brechós e manifestações urbanas acrescentaram novas identidades.

A Praça do Gaúcho ajudou a conectar a região ao skate e à cultura jovem.

Nos últimos anos, projetos municipais passaram a olhar novamente para a Rua Trajano Reis, com ações voltadas à recuperação do Centro Histórico, melhoria de calçadas e valorização do pedestre. O Rosto da Cidade prevê a recuperação do eixo entre o Setor Histórico e a Praça do Gaúcho.

A antiga Rua América desapareceu das placas.

Mas continua presente na história.

Da expansão do século XIX à boemia contemporânea, a Rua Trajano Reis mostra como uma via pode mudar profundamente sem deixar de carregar vestígios das diferentes Curitibas que existiram ao longo do tempo.

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